POR LA CARRETERA


Ontem teve uma megasuperhiper festa de aniversário de Lapaz. O muito loco eram a barraquinhas, mesas com bancos em volta onde as pessoas simplesmente se sentavam e ficavam bebendo a noite toda, como se tivessem centenas de butecos no meio da rua.

Butecos portáteis



Escrito por PEDRO E NANÁ às 14h25
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Um prédio muito bacana esse da Casa da Cultura de La Paz

 



Escrito por PEDRO E NANÁ às 14h20
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Em La Paz os traços de mobilizaçao popular sao muito presentes.

Estaua de Bolivar

Mercado das Bruxas

Bolivia con Gas

Museu da Coca, muito bom!



Escrito por PEDRO E NANÁ às 17h21
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LA PAZ - Aqui nos concentramos mais em entender a situaçao boliviana, nossos passeios sao pelas ruas onde estamos entrevistando o pueblo.

Com a credencial ninja da Naná de periodista, conseguimos assistir uma sessao do parlamento boliviano e fazer uma entrevista com um deputado do MAS (Movimiento Al Socialismo) Gustavo Torrico. Muito boa!! Segundo ele, a mudança na Bolívia tem que ser radical:O cambia con el pueblo, o no cambia! Disse que nao pode ser uma mudança paulatina como no Brasil, para que nao se sofra o desgaste que a esquerda brasileira esta sofrendo, para que a direita nao possa se reorganizar. Isso por que o MAS é considerado como muito moderado por boa parte do movimento popular.

Parlamento boliviano

Evo Morales

Gustavo Torrico (a esquerda) e outros deputados da bancada do MAS

Deputada mascando coca

 



Escrito por PEDRO E NANÁ às 17h16
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POTOSI - Potosi é uma cidade colonial também do tampo da mineraçao, mas com alguns detalhes interessantes: Imaginem uma Ouro Preto, só que nao congelada no tempo, pois as minas estao ativas!! Pior quase com a mesma forma colonial de extraçao. Lógico que fomos nos meter a ir conhecer de perto esta realidade.

As minas de Potosi sao minas cooperativas, pois o Estado nao tem nenhuma empresa capaz de explorar os recursos e a populaçao nao permite a entrega do recurso as multinacionais. As cooperastivas tem metodos medievais (manuais) de extraçao, as condiçoes de trabalho sao as piores, entramos com gelo nas paredes e chegamos em locais de 40 graus. Bem... nós pobres urbanóides nos metemos a besta e fomos na cidade mais alta do mundo (mais de 4000m de altitude) no lugar mais sem oxigenio do mundo, isso por que estavamos a 4 dias comendo purê e torradas. Sobrevivemos. Mas quem nao sobrevive muito sao os mineiros que comecao aos 12 anos um trabalho onde se respira muitos gazes tóxicos como arsenico, sem contar o esforço físico descomunal. Chegam aos 40 os que tem sorte.

Para visitar as minas temos que levar regalos: dinamite, folha de coca e suco. Tudo isso se compra na rua a puco mais de R$ 3,00 cada. Qualquer um pode fazer o seu arsenal explosivo aqui.

Saímos realmente muito impressionados das minas, foi a experiência mais forte até agora.

Infelizmente nao temos imagens, pois eu fiz a tremenda cagada de formatar a máquina antes de salvarmos as imagens. Ficou na memória.



Escrito por PEDRO E NANÁ às 17h01
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Sucre é considerada por muitos bolivianos como a cidade mais bonita da Bolívia. É um cidade colonial, com dezenas de igrejas e conventos, e nos chamou a atençao como a presença da água enriquece uma cidade. É de fato muito bonita, mas nós vimos muito pouco porque passamos três dias no quarto cagando... Eita vida, viu! 

 



Escrito por PEDRO E NANÁ às 15h15
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Em Oruro os serviços sao como se fossem produtos vendidos em lojas, você entra e escolhe um... Tem a rua dos advogados, e claro, a rua dos arquitetos, com maquetes e desenhos na vitrine para vender o produto.

 



Escrito por PEDRO E NANÁ às 15h08
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Por enquanto, a Bolívia, os ônibus, os bolivianos, sao exatamente aquilo que a gente imagina, mas que parece caricatura... Maes com filhos nas costas, muita cor... e muita miséria tb... A frequencia de pessoas pedindo dinheiro ou tentando vender coisas, e especialmente lustrar sapato (nem que seja tenis!), é impressionante...



Escrito por PEDRO E NANÁ às 15h05
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Oruro é uma cidade pequena e 90% da sua populaçao é indígena... e, claro, muitos nao falam espanhol, o que dificultou um pouco nossa comunicaçao...

A quantidade de pessoas nas praças, a qualquer hora do dia, chama a atençao...

Pra quem sente falta dos nossos orelhoes de ficha... sao eles mesmo!!! A gente evolui e exporta os velhos pros bolivianos...



Escrito por PEDRO E NANÁ às 15h01
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Entramos na Bolívia por Oruro... Na verdade, por Patacamaya, uma cidade no meio do caminho porque nao tinha ônibus direto para Oruro... Em Patacamaya descemos e para pegar o ônibus para Oruro ficava o povo parado no meio da estrada, os ônibus passavam e recolhiam as pessoas, quase sem parar... Nos acotuvelamos com alguns bolivianos e conseguimos subir em um, mas claro que nao tinha lugar... Mas td bem pq depois de um tempo desceram umas pessoas e tudo certo... Até que escureceu e começou a maior revoluçao dentro do ônibus, o povo gritando "para maestro", porque, pasmem, nao tinha farol no ônibus, que tava viajando seguindo um caminhao com o pisca alerta aceso... Depois de alguns revoltosos descerem no meio do caminho, chegamos bem... E tivemos nossa primeira mostra que esse povo é bom de briga!

Nossa amiga de viagem...



Escrito por PEDRO E NANÁ às 14h49
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Nos despedimos do Chile em Arica, a cidade onde os chilenos vao passar o verao. No inverno, nao há muito o que se fazer... Essa igreja foi projetada pelo Eiffel (o mesmo da torre...), e é, como se supoe, toda em aço - paredes, janela, tudo. Vimos a exposiçao dos corpos pintados, que tava no meio da peatonal mais importante daqui... Bem mais bonito assim que num museu fechado, sem falar da facilidade do povo ter acesso à cultura...

 



Escrito por PEDRO E NANÁ às 14h40
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Depois de San Pedro fomos a Iquique, a cidade mais próxima do epicentro do terremoto. O centro urbano nao sofreu danos, só as áreas rurais foram afetadas. Os pelicanos passam bem.



Escrito por PEDRO E NANÁ às 14h33
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